Dia 1/2 – Marrocos, 4 de novembro

Partimos de Porto Alegre no dia 2 de novembro, às 21h, e pegamos o vôo direto para Lisboa. Chegamos na capital lusitana por volta das 10h30 local, e nossa conexão para Casablanca era às 13h55. A rápida passagem pelo aeroporto de Lisboa foi bem tranquila, tendo em vista que o controle de passaporte é feito apenas na chegada em Marrocos, e por isso não tivemos que enfrentar a grande fila que muitas vezes se forma nos aeroportos europeus. A viagem entre Lisboa e Casablanca dura em torno de 2h apenas, e às 16h local chegávamos ao Aeroporto Internacional Mohamed V.

Chegando em Casablanca

Passado o controle de passaporte e o encontro com nosso guia, também chamado Mohamed, o qual fala um português fluente, nos dirigimos ao Kenzi Tower Hotel de transfer. O aeroporto Mohamed V é super bem localizado, ficando apenas a 30 km do centro da cidade.

Aeroporto Internacional Mohammed V

Nossa acomodação em Casablanca era localizada na Boulevard Mohamed Zerktouni, bem moderno e movimentado, junto ao shopping Twin Center. Como chegamos em um domingo, a maioria das lojas e restaurantes estavam fechados na região, inclusive aqueles localizados no shopping. O único local aberto era o supermercado, que fica no subsolo da galeria, onde pudemos comprar água e alguns pequenos lanches para levar na viagem – o que pode-se dizer bem desnecessário pois, alguns poucos dias no Marrocos e você já vai perceber que as porções de comida são mega generosas, e não serão necessários nenhum tipo de complemento entre as refeições. Após passar pelo shopping, por volta das 20h, decidimos então jantar no hotel. Lá há dois espaços para jantar, o Sense e o Sky28, bar e restaurante localizado no último andar do hotel. Pelo que se pode ver da vista, a nossa “única” opção era de longe a melhor opção imaginável, ou “sonhável”!

Já na primeira noite pudemos ter um gostinho do que seriam os próximos dias, ótima comida e um serviço super atencioso. Em geral, os marroquinos são bem delicados e amigáveis, porém as vezes um pouco desorganizados .

Os quartos eram bem grandes e confortáveis, e tudo mais que se pode esperar de um hotel de luxo. Para completar, a vista era de tirar o fôlego, principalmente de noite. Das janelas, era possível ver a grande torre da Mesquita Hassan II.

No dia seguinte, desfrutamos de um café da manhã com tudo o que tinha direito, e da melhor qualidade. Os pães no Marrocos são deliciosos, então vale a pena sempre guardar um espaço para eles em qualquer uma das refeições do dia. Além disso, havia bolos, bolachinhas, frutas, iogurtes, queijos como brie, gouda, emmental, frutas secas e compotas, hommus, omeletes…e muito, muito mais. Saímos do hotel com nosso guia às 9h30 da manhã. Nossa primeira parada foi a Catedral Sagrado Coração e Notre Dame Lourdes, uma das poucas igrejas no país.

Catedral Sagrado Coração e Notre Dame Lourdes

A população marroquina é majoritariamente muçulmana, mas nem todos praticantes. Apenas 5% dos quase 35 milhões e marroquino se dizem cristãos ou judeus. A catedral foi construída em 1954 pelo arquiteto francês Achille Dangleterre e o engenheiro Gaston Zimmer. Do lado de fora, há uma bela grupa com a imagem da Nossa Senhora de Lourdes e vários agradecimentos à Santa, como placas e flores. Por dentro, os belíssimos vitrais projetados pelo francês Gabriel Loire se destacam. Dos dois lados, as paredes da igreja contam a história de cristo em mosaicos coloridos de vidro, dando uma atmosfera única ao lugar.


Nossa próxima parada foi a praça Mohammed V, onde se concentram prédios da administração do governo, como o Palácio da Justiça e a Direção Municipal de Casablanca. Neles, é possível identificar letreiros em três línguas diferentes, árabe, berbere e francês, os três principais idiomas falados no país.

Praça Mohammed V


Seguimos nosso passeio pelo bairro Anfa, no centro, conhecido pela sua arquitetura francesa, herança dos 44 anos de colonização. Passamos ainda pelo bairro judeu da cidade, e pelo muro do cemitério cristão, até chegar à zona portuária. Passando pela Boulevard Sour Jdid é possível apreciar toda a estrutura da marinha real marroquina. Os prédios administrativos e escolas encantam pela sua beleza, não só da arquitetura, mas também pelos seus jardins e folhagens. No fim da Sour Jdid, ainda fica o Rick’s Cafe, que foi cenário do filme Casablanca. O local é um dos pouquíssimos cenários originalmente marroquinos do filme, que foi majoritariamente filmado em estúdios. Passamos pelo Rick’s apenas para tirar uma foto na entrada, pois o Cafe abre apenas para o jantar, e com reserva.


Nossa visita por Casablanca seguiu para a Mesquita Hassan II, a única no país aberta para não praticantes do islamismo. Mohamed organizou para nosso grupo uma visita guiada em espanhol. Ela pode ser adquirida no local mesmo, e custa 130 Dirham (em torno de 14 dólares).

As visitas são com o hora marcada, pois a mesquita, mesmo aberta para os turistas, é utilizada pelos praticantes da religião diariamente nos momentos de oração. O local foi provavelmente o mais quente pelo qual passamos no dia, contrastando bastante com o nossa próxima parada, que foi a Boulevard de La Corniche, que fica na beira do mar. Antes de começar nossa visita guiada, tivemos a oportunidade de tirar várias fotos do lado de fora. O cenário é belíssimo, e a mesquita encanta pelos seus detalhes em azulejos em tons de bege, ver e azul.


Para entrar na Hassan II não é necessário cobrir o cabelo ou os braços, apenas tirar o sapato. Até agora não sei se fiquei mais impressionada com a parte externa ou interna. A edificação de 200 hectares de superfície custou em torno de 600 milhões do dólares, e ficou pronta em apenas 6 anos. O espaço comporta 25 mil fiéis, sendo 10 mil nos grandes balcões que ficam numa parte superior, destinado às mulheres. Os pilares de mármore foram majoritariamente esculpidos por artesões de Marrakesh, e o teto, com 60 metros de altura e com milhares de pequenos detalhes é retrátil, função pensada para promover uma melhor ventilação do espaço. A abertura do teto também é feita em algumas celebrações, em conjunto com a circulação de água em estreitos canais que correm todo o salão, para que os fiéis tenham contato com os três elementos essenciais: a terra, a água e o céu.


As portas são igualmente impressionantes. A principal delas, utilizada apenas pelo rei e outras autoridades, é toda feita de titânio e pesa 34 toneladas.
Da Mesquita, seguimos para a Boulevard de La Corniche, zona a beira mar, com muitos bares e clubes privados. A orla é mais alta do que o nível do mar, e de lá é possível ver as várias piscinas dos clubes. Mesmo a uma considerável distância do mar propriamente dito, a rua tem um constante nevoeiro da maresia, resultado das violentas e incessantes ondas. A paisagem é digna de um momento de contemplação. Como já era quase uma hora da tarde, decidimos almoçar por ali mesmo, e escolhemos o Tropicana Terrasse. O restaurante a beira-mar é uma boa opção, com um cardápio bem vareado e – como esperado no Marrocos – bem servido. Comemos desde sanduíches, a massa, salada e pizzas, todos aprovados!
Satisfeitos, seguimos para Rabat, que fica a menos de 100 km de Casablanca. A capital do império é bem diferentes da moderna e cosmopolita Casablanca, mais organizada e sofisticada. Chegando às 16h, tivemos tempo de parar no Palácio Real, que pode-se dizer que é uma região inteira rodeada de muros.

O Palácio, construído em 1864, abriga mais de duas mil pessoas, e é rodeado de belos jardins. O local tem uma atmosfera muito tranquila, pelo menos quando não há nenhuma autoridade se deslocando para o Palácio. Justamente o que aconteceu conosco. Enquanto escutávamos as informações do nosso guia e tirávamos foto do outro lado da calçada do Palácio, o limite permitido, um dos agentes de segurança veio pedir que nos retirássemos pois o REI ESTAVA CHEGANDO! Apesar da corrida que tomamos em árabe, deu tempo de apreciar a bela arquitetura do Palácio e também da mesquita Ahl Fes, mesquita particular do rei Mohammed V, um presente dos artesãos da cidade de Fes.
Nossos passeios terminaram por ali, após passar a Porta Alta, uma das entradas e saídas do Palácio. Mahamed nos levou para nosso próximo hotel, o Villa Mandarine, localizado na região das embaixadas. A Villa é de tirar o fôlego! Um oásis em meio ao clima urbano de Rabat. Rodeado por um lindo jardim, por onde andam belos pavões soltos, o hotel é um charme. Além de exalar o perfume das várias flores, exala aconchego em todos os cantos. Fomos recebidos com delícias da região, como tâmaras, amêndoas, damascos e um bolinhos de castanhas.

Mais uma vez, o serviço era ótimo e muito atencioso. Agora, nos preparamos para explorar mais de Rabat amanhã, e ainda nos deslocar para Chefchaouen, a ‘cidade azul’!

Se você quiser acompanhar mais desse roteiro maravilhoso assinado pela Beatriz Petek ou quiser mais informações, acesse @beaturismo ou entre contato via whatsapp +55 51 99985-6851.

Até mais, viajantes!

2 comentários em “Dia 1/2 – Marrocos, 4 de novembro

  1. Muito bom. Para a primeira parada ja vi que vai dar para acompanhar bem este roteiro maravilhoso.

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  2. Nossa que incrível essa viegm! Me deu mais vontade ainda de conhecer o Marrocos . Fotos lindas.

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