Dia 3 – Marrocos, 5 de novembro

Dia 3 – Marrocos, 5 de novembro

No nosso terceiro dia de viagem, acordamos em Rabat para uma delicioso café da manhã na Villa. A programação era fazer um tour pela manhã na capital imperial, e depois seguir para Chefchaouen. Como a viagem até a ‘cidade azul’ leva em torno de 4 horas, o ideal é fazer uma café da manhã farto e levar alguns lanchinhos para a viagem! Depois de deixar o hotel, nos dirigimos ao primeiro encanto do dia: Kasban des Oudaias!

O bairro localizado na foz do rio Bouregreg tem sua origem no ano de 997, construído por militares da dinastia Almoravids, e depois tomado pela dinastia Almohads em 1150. A região que mais parece uma pequena cidade dentro de Rabat encanta pelas suas casas pintadas em tons de azul – zona mais cara da capital -, e merece uma visita também pelas galerias e lojas de artesanato. Kasban des Oudaias é uma região murada, e logo em sua entrada há um belo jardim. No fim de nosso passeio, fomos até o topo da região para apreciar a bela vista para a foz do rio.


De lá, seguimos para o Mausoléu Mohammed V. A mesquita começou a ser construída no século XII, segundo o desejo do sultão Yacoub Al Mansour. O projeto era que ela recebesse até 100 mil fiéis, 80 mil a mais do que a maior mesquita do Marrocos na época. A edificação seria a sétima mesquita construída pelo sultão, que, segundo a tradição, garantiria sua passagem direta para o paraíso, acompanhado de 14 virgens. Porém, aí vem a parte tragicômica, Al Mansour faleceu antes da conclusão da obra, e com a sua morte houve uma mudança de dinastia. Seu sucessor não se interessou por terminar a mesquita, da qual hoje restam apenas colunas, e uma torre que sustenta apenas a metade de sua estrutura original, que foi destruída pelo grande terremoto.

Na mesma área, foi erguido pelo sultão Hassan II, em 1962, o Mausoléu Mohammed V, em homenagem ao seu pai, conhecido com o ‘libertador do Reino’. No mausoléu estão enterrados o pai, e seus dois filhos. A bela edificação é surpreendente tanto de fora, com seu reluzente mármore, como por dentro, com detalhes em cedro e ouro. O local é vigiado por quatro guardas, cada um em uma porte, vestidos com um exuberante uniforme vermelho. Com educação, é possível pedir para tirar uma foto ao lado deles. No Marrocos, é sempre bom perguntar antes se as pessoas permitem que tirem fotos delas, pois muitos não gostam.

Do Mausoléu, partimos para nossa viagem de 4 horas para Chefchaouen. Na estrada, passamos por vários vilarejos rurais da região mais plana. Se você, como nós, viajar em uma terça-feira, terá a chance de ver o grande burburinho das feiras, que ocorrem semanalmente nesse dia da semana. A estrada fica cheia de famílias que se deslocam em carroças puxadas por mulas e cavalos para fazer suas comprar semanas nos centros comerciais da região. O cenário é bem diferente das regiões urbanas e mais ricas.

No meio do caminho, em Ouezzane, por volta de 14h30, paramos no em um restaurante de um hotel. As bem servidas porções marroquinas caíram muito bem pois a fome era grande já!

Nesse ponto o cenário já muda para paisagens montanhosas e mais verdes. Vale a pena brigar com o sono que vem depois de uma bela refeição para apreciar a vista…principalmente para ver Chefchaouen surgir no horizonte. A medina foi fundada em 1471 como uma fortaleza Berbere para combater o avanço dos portugueses no Norte do Marrocos. Seu nome, Chefchaouen, tem origem na localização da cidade, entre dois cumes montanhosos: “Chef” = Olhar e “Chaouen” = “Cornos”. Ela é considerada um local sagrado por ali se encontrar o túmulo do santo padroeiro da região de Jebala, o sufista Moulay Abdeslam Ben Mchich Alami.

Paramos próxima à praça Mohammed V e colocamos nossas malas em um carro menor, pois a van não chega na região do hotel. E nós? Seguimos a pé pelas encantadoras ruelas azuis de Chefchaouen, repleta de lojas de artesanato. Pequenas portinhas revelam pessoas trabalhando com marcenaria, tear, costura de roupas e sapatos…

O hotel que em sua fachada parece apenas uma porta, se revela um local mágico por dentro. O salão principal possui dois vãos até o teto, criando verdadeiras varandas dentro do próprio prédio. A decoração hipnotiza em cada um dos detalhes. E para completar, um terraço para apreciar a vista da cidade de cima do morro.


Depois de mais uma deliciosa refeição tipicamente marroquina, vamos nos deitar e apreciar um pouco o teto dos quartos, com um belo trabalho e pintura em madeira, quase que nos sentindo como o Sultão Mohammed V em seu sono eterno debaixo do belo teto de seu Mausoléu. Amanhã acordamos para mais um passeio pelas ruas azuis e depois seguimos viagem para Fes e seus famosos mercados!

Se você quiser acompanhar mais desse roteiro maravilhoso assinado pela Beatriz Petek ou quiser mais informações, acesse @beaturismo ou entre contato via whatsapp +55 51 99985-6851.
Até mais, viajantes!

Um comentário em “Dia 3 – Marrocos, 5 de novembro

  1. Estou amando viajar com a BeA Turismo!!Arquitetura e história juntos!!
    Aguardando o dia de amanhã!!

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