Dia 5 – Marrocos, 7 de novembro

No nosso quinto dia de viagem, tivemos a oportunidade de conhecer melhor a medina das mais antiga cidade e primeira capital do Marrocos, a medina de Fès. A cidade é conhecida como a capital espiritual, cultural e artesanal do Marrocos. Sua origem data de 808, quando foi intitulada a capital emperial do Marrocos, sendo a mais antiga cidade e capital imperial da história do país. O dia seria de muita bateção de perna dentro dos 420 km de ruas e ruelas da medina, então por isso tomamos um café da manhã reforçadinho. Mas, antes de entrar nesse verdadeiro labirinto marroquino, onde muitos turistas se veem perdidos quando não acompanhados de um guia, fomos visitar o palácio imperial de Fès, também o mais antigo.

Construído em 1344 pelo sultão Alaouite, a edificação tem 88 hectares e é fechada para visitação. Porém, suas sete portas principais, localizadas em frente à praça Mechouar, são dignas de uma visita. Feitas em bronze, e adornadas ao redor pelo belo trabalho de azulejaria marroquina em azul e verde, as sete portas são uma verdadeira obra de arte. Mais tardetivemos a chance de ver de perto como é feito esse trabalho artesanal de azulejaria, em uma fábrica, e de decoração do cobre, na medina! O Palácio é situado ao lado do bairro judeu Mellah, pelo qual caminhamos. A população judia que se instalou no Marrocos tinha esse costume de fixar moradia próximo aos palácios devido a garantia de segurança.

De lá, seguimos para o Mirador do Sul, localizado no alto de uma montanha, para termos uma vista mais ampla da cidade. Do topo, nosso guia pode explicar melhor como ela se divide. Há a cidade velha, onde fica a medina, região que surgiu em 808 junto à sua titulação de capital imperial, e onde hoje habitam 70 mil pessoas nas 9.400 ruas e ruelas. A cidade moderna, a região que surgiu por volta de 1344 junto com a construção do Palácio. E a cidade ultra moderna, região construída pelos franceses a partir de 1912, quando tomaram o país como colônia.


Nossa próxima parada foi uma fabrica de cerâmica, onde pudemos ver de perto como é o processo artesanal dessa característica arte do Marrocos. Na fábrica, é feita desde a mistura da argila, que em seu formato natural mais parece pedra, ao delicado trabalho de pintura. A loja da fábrica tem belos produtos a serem adquiridos, e trazem a garantia de que é realmente um produto artesanal e local, porém os preços são mais elevados do que aqueles encontrados em feiras e lojas nas medinas.


De lá, seguimos para o nosso principal destino do dia, a Medina de Fès, ou Fès El-Bali (Fès, a velha) ! A mais estreita e entranhada que já passamos…é impossível passear pela região sem um guia. Lá, podemos conhecer o bairro dos curtidores (curtume Chouwara), local onde o couro para a produção dos sapatos, bolsas, e outros artigos de couro marroquinos é tratado e tingido artesanalmente. Uma das etapas utiliza o excremento de pombos para amaciar o material, o que dá o cheiro característico da região, bem forte e desagradável…como disse o guia local de uma das fábricas, os franceses tem o perfume Coco Chanel nº 5, e eles, o Caca Chanel nº 5…Porém, logo na entrada do bairro, são oferecidos aos turistas ramos de hortelã para amenizar o desconforto. Mais uma vez, ao fim da apresentação, é possível adquirir produtos locais como sapatos, bolsas, jaquetas, entre outros artigos. Toda essa produção requer uma logística complicada, pois apenas carros de mão ou mulas chegam ao local. Todo esse trabalho nos preços dos produtos, que podem ser adquiridos em formas semelhantes nas lojas ao redor da Medina, ou em locais como Bab Boujloud, a porta azul, por um preço diferente.


A Medina também abriga a universidade mais antiga do mundo, Quaraouiyine. Como a edificação também é uma mesquita, turistas não podem entrar no local, mas é possível se maravilhar com o seu interior através de seus grandes portões. A universidade foi fundada por uma mulher, Fatima El Fihria, da Tunísia, por volta de 859. Outro importante ponto na Medina é a zaouïa Mulei Edrici, santuário mais venerado pelos muçulmanos marroquinos, pois protege o túmulo de Mulei Edrici II, fundador de Fez. Visitamos também a madraça (universidade corânica) Bou Inania, a qual, por estar desativada, pode ser visitada por não muçulmanos. O seu interior encanta pelo belo trabalho em cedro, estuques esculpidos e mármore.


Terminamos nosso dia com uma parada na Bab Boujloud, a porta azul, onde pudemos explorar um pouco mais do comércio, e sentar para tomar um delicioso café.
Amanhã seguimos viagem para Merzouga, para ver o pôr-do-sol na paisagem única do deserto do Saara e algumas milhares de estrelas após o anoitecer!

Se você quiser acompanhar mais desse roteiro maravilhoso assinado pela Beatriz Petek ou desejar mais informações, acesse o Instagram @beaturismo ou entre contato via whatsapp +55 51 99985-6851.

Até mais, viajantes!

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