Dia 6/7 – Marrocos, 9 de novembro

Saímos de Fès em direção ao nosso acampamento no deserto de Merzouga por volta das 7h30, pois o trajeto dura em torno de 8h e queríamos chegar para nosso passeio ao pôr-do-sol nas dunas! Porém, os encantos não estavam apenas no fim da viagem, tínhamos todo o Alto Atlas, cadeia montanhosa do Marrocos, para explorar! Nossa primeira parada foi a bela cidade de Ifrane, conhecida como a Suíça marroquina. A cidade fica a quase 2000 metros de altitude e é muito visitada pelas suas estações de esqui. Porém, não são apenas as estações que são parecidas ao país europeu. A arquitetura traz muitas semelhanças, dos prédios e da própria cidade, assim como a vegetação, e claro, a temperatura! No início de novembro já pegamos a marca de 2ºC, por isso, é bom levar agasalhos pois a temperatura muda bastante nesse passeio. Seguimos então pelos belos bosques de cedro de Azrou, onde avistamos os fofos macacos de Gilbatrar.


A paisagem vai mudando no caminho para Erfoud, cidade onde pegaríamos os 4×4 para adentrar o deserto. No túnel dos legionários, no vale do Ziz, a paisagem já é bem mais árida, porém não menos encantadora! O contraste entre os belos vales e as montanhas pedregosas que se erguem aos seus lados, com rios de cor cristalina passando entre os bosques verdes de palmeiras tamareiras é uma vista única e inesquecível.


De lá, seguimos mais ao sul até chegar a Erfoud. Antes de nos dirigirmos ao deserto, tivemos a chance de conhecer um museu de fósseis, pois a região concentra uma grande quantidade desses registros de vidas de mais de 300 milhões de anos atrás! No museu em que paramos, que também pode ser chamado de uma loja, os fósseis são transformados em verdadeiras obras de arte, desde fontes, mesas, esculturas, até pequenos pingentes e recordações. A precisão do trabalho é impressionante, e pudemos ver todas as etapas pelas quais os blocos de pedra passam até virar os belos trabalhos.

Após, pegamos carona nas caminhonetes 4×4 e saímos em direção ao deserto! A dica é realmente escutar literalmente o que o guia diz: levar apenas uma mochila! O transporte até o acampamento é feito em dromedários, e dromedários não possuem porta-malas para pequenas malas de mão…mas claro, se alguma pessoa tiver algum problema que a impeça de fazer esse trajeto, que dura 45 minutos, em um cavalo corcunda, é possível seguir nos jipes. Porém, se não houver impedimentos, o passeio vale a pena! Cruzamos as dunas no exato momento do pôr-do-sol, e a experiência é indescritível! O silêncio e a imensidão são únicos!

Chegamos no acampamento e fomos recebidos com o tradicional chá de menta, água – muuuuita sede -, biscoitos e amendoim. Mas o melhor foi o banho bem quentinho, pois de um simples acampamento nossas acomodações não tinham nada…A janta foi também especial, toda feita ali no meio do deserto, em fogo de chão, a servidas em uma colorida tenda. Ao fim do jantar, uma apresentação hipnotizante da música local, com direito a tocarmos juntos – ou pelo menos tentar – os tambores.

Além do pôr-do-sol, se tiver vontade – como eu tive -, é possível acordar para ver o nascer do sol, que surge atrás de uma imensa falésia, que já fica do lado de lá da fronteira com a Argélia. Como estamos em novembro e é inverno aqui, o sol nasce apenas às 7h30, então não é necessário nenhum grande esforço para acordar muito cedo. E se fosse, valeria a pena, sempre!


No sábado nosso roteiro era chegar até Boumalne Dadès, cidade que fica no sudeste do Marrocos, passando Tinghir para conhecer a famosa produção de tapetes marroquinos, e ainda pelo vale e a Garganta do Todra, ou Todgha! A Garganta de Todra é um vale com imensos desfiladeiros de pedra que chegam a 200 metros de altura, e que fica localizado na parte oriental do Alto Atlas. É o ponto onde está a nascente do Rio Todgha.

No meio do caminho ainda paramos na beira da estrada para conhecer o sistema de aquedutos subterrâneos construídos no século 11 para conduzir a água provinda do degelo da neve das montanhas da região. É possível visitar os tuneis, grandes o bastante para serem atravessados por um homem alto completamente ereto.
Após os belos passeios do dia, chegamos ao nosso hotel em Boumalne Dadès, localizado no alto da cidade. A vista do terraço do hotel dá para a toda a cidade que se desenvolveu na encosta do morro, para o vale, a ao longe, as falésias. O cenário combinou perfeitamente com nosso happy hour ao pôr-do-sol.
Amanhã seguimos viagem para Marrakech, com paradas incríveis no caminho!

Se você quiser acompanhar mais desse roteiro maravilhoso assinado pela Beatriz Petek ou desejar mais informações, acesse o Instagram @beaturismo ou entre contato via whatsapp +55 51 99985-6851.

Até mais, viajantes!

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