Dia 9 – Marrocos, 11 de novembro

Hoje foi dia de explorar Marrakesh, a ‘Cidade Vermelha’, ‘Cidade Verde’ ou ‘Cidade da Alegria’, como preferir! Cidade Vermelha pela cor característica – e obrigatória – de suas construções; Cidade Verde pois é a cidade com mais jardins em todo Marrocos; e Cidade da Alegria pois seus habitantes são extremamente animados, positivos e gentis, adoram fazer programações na rua, como passear pela cidade e fazer picnic em seus jardins.
Nossa primeira parada para conhecer essa vibrante cidade foi o Jardim Menara, localizado numa das pontas da Av. Prince Mulay Rachid. O jardim abriga 10 mil oliveiras centenárias em seus atuais 24 hectares – que já foram mais de 90, antes da construção do aeroporto internacional de Marrakesh ao seu lado. Em seu interior há também outra belíssima atração, o Bassin Menara, um grande reservatório de água cuja construção foi finalizada em 1156! Ele é abastecido com a água do degelo do Alto Atlas, conduzida pelos aquedutos subterrâneos construídos com o mesmo sistema sobre o qual falamos há alguns dias. Lá, nosso guia explicou que Marrakesh foi fundada em 1062 durante o reinado de Ali ibn Yusuf , da dinastia Almoravid. Ele e seu exército atravessaram o extreito até a Europa e chegaram até a França, quando em 1140 foram derrotados pelos franceses. Em terras marroquinas, a dinastia Almohad, caracterizada por homens que conhecedores do Alcorão e da religião, começaram a dominar o país. Abd al-Mu’min al-Gumi era a liderança na época, quem decidiu destruir tudo o que havia sido construído pela dinastia anterior para erguer monumentos maiores em seu nome, sob a desculpa de que os Almoravids passaram a ser impuros pelo contato que tiveram com a religião cristã na Europa. As obras feitas no reinado de al-Gumi são muitas das principais referências de Marrakesh nos dias de hoje, sendo uma delas o grande reservatório Menara. ‘Menara’ significa algo como um caminho de luzes fracas, como de velas. O local foi batizado dessa forma pois a água que o abastece vem carregada de muito barro, e por isso não é muito límpida. Dessa forma, no verão, quando o sol forte de 50ºC reflete na sua superfície ao invés de formar um forte reflexo, ele é bem fraquinho, como luzes baixas de velas. Em uma de suas margens, construído de costas para o Alto Atlas, há um belo pavilhão, cuja construção teve início no século XVI, porém só foi finalizado em 1866, pois o sultão que reinava o Marrocos no período e habitava em Fez, se encantou com uma mulher de Marrakesh, e finalizou o belo pavilhão como um presente para ela. Não é atoa que o jardim era um local para casais “enamorarem-se” durante as tardes em Marrakesh.


Na saída do parque, do lado oposto da avenida, era possível ver erguida com toda a sua imponência a nossa próxima parada: a mesquita la Koutoubia. Ela foi construída também pelo sultão Abd al-Mu’min al-Gumi no século XII, como um de seus empreendimentos que iriam apagar os registros da dinastia anterior. La Koutoubia foi erguida justamente no local que antes era a mesquita da dinastia Almoravids e o ‘Palácio de Pedra’de Yusuf, dos quais sobraram apenas parte das colunas da mesquita e de seu muro. A mesquita de al-Gumi foi assim nomeada pois a sua volta havia uma grande concentração de livreiros, em torno de 200 e acordo com registros históricos, e Koutoub é a palavra em árabe para ‘livros’. No alto da torre da mesquita, a 69 metros do chão, há três bolas douradas colocadas na vertical, uma em cima da outra. Elas representam as três religiões monoteístas, uma vez que o Islamismo reconhece os dois testamentos mais antigos, considerados pelo Judaísmo e Cristianismo.


De lá, fomos para a nossa terceira visita do dia. Mas antes, atravessamos a vibrante praça Jemaa el-Fna, Patrimônio Mundial reconhecido pela Unesco, e coraçao de Marrakesh. O local é lotado todos os dias, aumentando o movimento com o passar do dia, e chegando a seu auge de noite. Lá se encontra cartomantes, mulheres que fazem pinturas em henna, encantadores de serpentes, barraquinhas vendendo sucos de romã, amêndoas, tâmaras, e tantas outras cores e sabores.

Mas a nossa parada oficial mesmo era uma das obras primas de Marrakesh, o Palácio Bahia. O nome não é uma homenagem ao estado brasileiro, porém à esposa preferida do então governador de Marrakesh e conselheiro do jovem sultão Abd al-Aziz, que reinou durante o século XIX. A palavra Bahia significa “a bela, a brilhante”. O belo palácio ocupa 8 hectares na parte sudeste da Medina da cidade, e encanta pela quantidade de detalhes em gesso, cedro, ladrilhos e estuque. Além da casa do governador e de suas quatro esposas, possuía um harém e uma madraça. Nos perdemos em seu labirinto de corredores e arquitetura inimaginável.

Após, nos perdemos também nos souks, a área mais comercial da medina de Marrakesh. Lá é possível encontrar vários produtos típicos do Marrocos, prontos para serem NEGOCIADOS. Apesar de um desafio para aqueles que não estão familiarizados a discutir o preço de um produto, o costume marroquino pode ser muito divertido, se estiver aberto ao jogo, e até necessário. Nenhum produto no souk possui etiqueta com o preço, o vendedor te dá o preço na hora, porém acima daquilo que ele vale com certeza, ou pelo menos acima do que eles estarão dispostos a receber por ele. Não tenha medo de dar seu preço, fincar o pé, e sair andando caso não o consiga. Os vendedores dificilmente vão querer perder a venda, e virão correndo atrás de você dizendo que aceitam sua oferta, ou algo mais próximo dela.

Se você quiser acompanhar mais desse roteiro maravilhoso assinado pela Beatriz Petek ou desejar mais informações, acesse o Instagram @beaturismo ou entre em contato via whatsapp +55 51 99985-6851.

Até mais, viajantes!

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